Enem: saiba quais as pontuações mínimas para garantir vaga nos cursos mais concorridos das universidades públicas

Candidato precisa fazer mais de 780 pontos para vagas mais concorridas. Cursos de Medicina e Direito são os que tem ponto de corte maior


Bianca usou Enem para ingressar em Medicina na Univasf

 

O Enem está chegando, você se descabelando de estudar para garantir a vaga na faculdade e, volta e meia, eis a dúvida: será que vou conseguir a pontuação necessária no Enem? O CORREIO traz para você a pontuação mínima necessária para garantir vaga nos cursos mais concorridos das universidades públicas do estado.

Para chegar à nota de corte, segundo informações da assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), é necessário somar a pontuação obtida em cada uma das quatro áreas do conhecimento e da redação, que tem nota máxima mil. Esse resultado é dividido por cinco. O valor obtido é a nota do candidato.

Das oito universidades públicas baianas, seis já utilizam a nota do Enem  como via de acesso de estudantes pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu): Uneb, Uesb, Uesc, Ifba, Univasf e UFRB. A Universidade Federal da Bahia (Ufba)  passa a ofertar suas vagas pelo Sisu este ano. Até ano passado, o resultado do Enem substituía  a primeira fase — por isso não aparecem na relação os cursos da universidade. Na Uefs, o acesso é exclusivamente pelo vestibular realizado pela instituição.

A nota de corte varia de acordo com a instituição, o número de vagas oferecidas e a quantidade de candidatos ao curso. Por isso, varia  ano a ano. Portanto, a lista ao lado se trata de uma referência para auxiliar o monitoramento e não uma garantia de seleção.

A classificação, que poderá ser consultada através de um boletim na página do Sisu, é calculada a partir das notas dos candidatos inscritos na mesma opção e pode sofrer alterações durante o período aberto para as inscrições.

Em todas as universidades que oferecem o curso de Medicina, ele tem a maior nota de corte. Entre os primeiro colocados também aparecem também as engenharias e Direito. No caso da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), o vice-líder é Psicologia.

Segredo
Na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), a nota de corte de 2012 para Medicina foi 777,4. Como no ano anterior o valor foi menor, a estudante Bianca Lago, de 20 anos, foi aprovada no campus de Petrolina.
Ela passou com a nota de 755,8 no Enem e se destacou pela redação, onde obteve 930. “O primeiro ano em que fiz exame, minha nota foi 655,2, com 600 na redação. No ano seguinte, comecei a cursar Engenharia Civil e não estudei nada específico. Estar cursando Engenharia me ajudou muito a exercitar a mente, pois o curso é muito puxado”, justificou.

A coordenadora do 3º ano e do pré-vestibular do Colégio Oficina, Márcia Kalid, diz que antes de a Ufba adotar o Enem eles já sabiam o desempenho que o estudante precisava ter para passar. Mas, agora, é tudo novo.

“A gente tenta ouvir um ou outro estudante para saber quantos pontos ele fez. Acho que só a partir do ano que vem  teremos melhor noção do rendimento necessário. A orientação certeira é que eles carreguem na redação, que hoje tem um percentual alto e pode ser o diferencial do aluno”, diz. O resto, segundo ela, tudo é surpresa. “Até a concorrência da Ufba nós ainda não sabemos”.
Apesar do Enem já ser usado há mais tempo por outras universidades, segundo a coordenadora, os estudantes ainda estão muito focados na Ufba.

Para o professor de Química Marivan José, do Colégio Antonio Vieira,  a disciplina é considerada a mais difícil  do Enem. “Supera, inclusive, as de matemática e português”, informou. Segundo ele, o problema não está no conteúdo da Química, mas no domínio das competências e habilidades exigidas pelo Enem. “Nós nos debruçamos em conhecer a prova do Enem”.

Professor de 360 alunos do 3º ano que farão Enem este ano, ele conta que muitos sonham com uma vaga em Medicina. Para esses, ele dá a dica: “Tem que obter uma nota superior a 80%, tem que ser a partir de 85%. Um aluno nosso que passou em Medicina na Ufba, por exemplo, acertou 172 de 180 questões. Isso é quase 96%”, aconselha. Menos do que isso, ele é taxativo: “É difícil conseguir, pouco provável”.

Para o vice-diretor do Colégio Anchieta, professor João Batista, a aprovação para Medicina requer que o aluno responda corretamente ao menos 60% das questões, mas para ele o  Enem deixou o processo  mais equilibrado.
“O Enem requer que estude tudo, ele vem atrelado a uma concepção de educação em que todas as áreas são importantes”, ressaltou.

Notas de corte dos cursos mais concorridos em instituições públicas

Natália Falcón
natalia.falcon@redebahia.com.br

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