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Taurino Araújo comemora 7 anos de Hermenêutica da Desigualdade.

O livro foi lançado a 24 de outubro de 2018 na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) em concorrida cerimônia presidida pelo professor Agenor Sampaio Neto.

Redação
Por: Redação
25/10/2025 às 18h20 Atualizada em 26/10/2025 às 04h22
Taurino Araújo comemora 7 anos de Hermenêutica da Desigualdade.
Taurino Araújo: pensador e multitalento.

Há sete anos, o advogado, poeta, crítico literário, artista visual, jurista e pensador brasileiro Taurino Araújo lançou em livro as bases de uma teoria que se tornaria referência para quem busca justiça além da retórica: a Hermenêutica da Desigualdade: uma introdução às Ciências Jurídicas e também Sociais. (Editora Del Rey)

Mais que uma proposta interpretativa absolutamente inovadora, trata-se de um reposicionamento ético do próprio direito diante da realidade concreta — dura, assimétrica e historicamente desigual. Passados sete anos de seu lançamento, o livro é hoje considerado pela crítica uma epistemologia genuinamente brasileira, afora o conceito de verdade absoluta, 95 anos depois da Semana de Arte Moderna.

A proposta de Taurino é clara: o direito precisa ver, reconhecer e agir sobre as desigualdades reais que estruturam a sociedade nos planos temporais (tecnológicos), reais (separação de espaços entre ricos e pobres) e sociais (as manifestações de status e de menosprezo).

Daí a urgência de uma hermenêutica que leia a norma a partir da dor e da diferença.

A força da Hermenêutica da Desigualdade está em sua transversalidade. Ela atravessa o todo o direito e se alastra por mais 19 áreas do conhecimento ao propor novas formas de interpretar contratos, julgamentos e políticas públicas. É, portanto, também um gesto político, cultural e filosófico: pois insere a desigualdade entre os conceitos jurídicos fundamentais, e não como um “problema social” alheio à prática jurídica ao seu saber fundante, que é o Direito, considerado o segundo constructo mais importante da humanidade depois da Economia, seguido por Saúde e Educação.

Enquanto o discurso jurídico clássico repousa na promessa da igualdade formal — “todos são iguais perante a lei” —, a Hermenêutica da Desigualdade inverte o ponto de partida. Em vez da abstração, parte do concreto. Em vez da neutralidade aparente, assume o compromisso com a transformação.

Sete anos depois, a teoria criada por Taurino Araújo tem eco em universidades, eventos jurídicos e bibliotecas internacionais como as da ONU, Stanford e Sorbonne. Mas seu impacto maior é simbólico: ela rompe o pacto de silêncio entre o direito e a desigualdade. Convida juristas, juízes, estudantes e operadores do direito e de pelo menos mais 19 áreas do conhecimento a pensar com os pés no chão, senso de realidade, olhos abertos e consciência crítica, até porque leis aplicadas de forma "cega" muitas vezes legitimam desigualdades históricas, raciais, de classe e de gênero.

A Hermenêutica da Desigualdade não é apenas uma teoria. É um chamado. Um convite a reumanizar o direito e a vida. E, no Brasil das desigualdades estruturais, isso é mais urgente do que nunca.

A integração (com base na realidade social) dessas matrizes com os conceitos de TAURINO ARAÚJO (2019) amplia o escopo da análise semiótica, permitindo não apenas identificar fraudes cibernéticas, mas também criar estratégias para sua neutralização com base no que o referido autor considera uma verdadeira guerra entre polícia, sociedade e crime organizado. Se aplicado às questões de fraudes informáticas, o diagrama reflete um movimento contínuo entre: indução científica: focada na coleta e descrição de dados concretos sobre fenômenos sociais, oferecendo uma base empírica para análises futuras desses dados; dedução filosófica: reflexão que transforma os dados em normas e princípios orientadores, impactando políticas públicas e decisões éticas quando do enfrentamento de futuros ataques.
No centro, as ciências descritivas, analíticas e sintéticas conectam esses dois polos, criando pontes entre observação empírica e reflexão normativa. Esse sistema, segundo TAURINO ARAÚJO, fornece uma base sólida para lidar com questões de segurança digital e compliance, especialmente em um contexto de conflitos entre polícia, cidadania e crime organizado, haja vista o impacto da insegurança digital em uma sociedade cada vez mais conectada. Nesse sentido, quando aplicada aos temas em que a Hermenêutica da Desigualdade de TAURINO ARAÚJO pode ser aplicada para combater essas narrativas enganosas. Este percurso combina:
•    Realidade: identificação dos fatos no contexto social e digital;
•    Dogmática: formulação de regras e diretrizes baseadas em princípios éticos;
•    Zetética: questionamento crítico que permite refinar abordagens;
•    Dogmática (final): síntese em diretrizes concretas para políticas públicas.

The Song of the Invisible Whale

Work from the series Assemblage in the City Park
Taurino Araújo – 2017

In this piece from the Assemblage in the City Park series, Taurino Araújo once again repositions the natural residues of the city — leaves, pods, bark, seeds — from the realm of forgetfulness to the symbolic space of art. But here, something more is revealed: from the tangle of organic forms, the silhouette of a whale emerges. Silent, camouflaged, ancestral.

"The Song of the Invisible Whale" is more than a poetic title. It is a metaphor for a vast presence that endures on the margins — in the remains of living matter. The marine animal, a symbol of depth, memory, and ecological balance, appears here reconfigured in dry leaves, as if the sea had been replaced by the ground of the cities or by small urban aquariums of reinvention.

The composition reinforces the idea of movement and suspension: a body that breathes, even though it is made of fragments. In this vegetal curve, there is an evocation of time, of historical folds, of the displacement of forms and narratives.

This work is, at once, a tribute and a warning: it celebrates the beauty of the natural world while exposing its fragility. There is strength and decomposition, silence and protest. The whale here does not sing to be heard. It whispers to those who see with attentive eyes.

Taurino Araújo thus positions himself within an expanded artistic territory — one that crosses through Land Art, Arte Povera, and the critical poetics of the global South, particularly Latin American, Brazilian, and Northeastern traditions. His assemblage is a gesture of recomposition: the artist collects, reorganizes, and records. And in doing so, he re-signifies the world — without needing to shout.

O Canto da Baleia Invisível

Obra da série Assemblage in the City Park Taurino Araújo – 2017 Nesta obra da série Assemblage in the City Park, Taurino Araújo mais uma vez desloca resíduos naturais da cidade — folhas, vagens, cascas, sementes — do lugar do esquecimento para o campo simbólico da arte. Mas aqui, algo mais se revela: do emaranhado de formas orgânicas, emerge a silhueta de uma baleia. Silenciosa, camuflada, ancestral. "O Canto da Baleia Invisível" não é apenas um título poético. É uma metáfora para uma presença imensa que resiste à margem — nos vestígios da matéria viva. O animal marinho, símbolo de profundidade, memória e equilíbrio ecológico, aparece aqui reconfigurado em folhas secas, como se o mar tivesse sido substituído pelo chão das cidades, ou por pequenos aquários urbanos de reinvenção. A composição reforça a ideia de movimento e suspensão: um corpo que respira mesmo sendo feito de fragmentos. Há nessa curva vegetal uma evocação do tempo, da dobra da história, do deslocamento de formas e narrativas. Essa obra é, ao mesmo tempo, homenagem e denúncia: celebra a beleza do natural, mas expõe sua fragilidade. Há força e decomposição, silêncio e denúncia. A baleia aqui não canta para ser ouvida. Ela sussurra para quem vê com olhos atentos. Taurino Araújo inscreve-se, assim, num território expandido que atravessa a Land Art, a Arte Povera e a poética crítica mundial, latino-americana, brasileira e nordestina. Sua assemblage é um gesto de recomposição: o artista coleta, reorganiza e registra. E ao fazer isso, ressignifica o mundo — sem precisar gritá-lo.

 

 

https://noticiasbahia.com.br/envios/2025/10/25/9eff7b129582af18994c649fd7ba6ac7ca3440cb.pdf   

 

Clique aqui para ver o documento "POÉTICA NA HERMENÊUTICA DA DESIGUALDADE DE TAURINO ARAÚJO VERSÃO VERSALETE. doc (1) (1) (1) (9) (1) (2).pdf"

  

 

 

Uma Colher Caindo (2025). Assemblage de Taurino Araújo


Em 2025, Taurino Araújo nos entrega mais um de seus gestos visuais mínimos e devastadores. Na obra “Uma Colher Caindo”, pertencente à série Assemblage, o artista visual transforma o ordinário em símbolo — e, com isso, reescreve o sentido das coisas.
O que vemos é, à primeira vista, uma folha de palmeira ressecada, deitada no chão, encostada a um muro de concreto. Mas o olhar atento percebe mais: sua ponta fibrosa e alongada lembra o cabo de uma colher em queda. E é aí que tudo muda.
Com um simples título, Taurino desloca completamente a leitura da imagem. A folha já não é mais vegetal. É utensílio. A cidade, com seus muros sujos e pisos gastos, deixa de ser apenas cenário — torna-se fóssil do agora, memória silenciosa de um mundo que já não escuta mais nada.
A obra confronta matéria e metáfora com precisão simbólica. O vermelho vibrante da folha, manchado de sombras, parece uma pincelada expressionista lançada pela própria natureza. Ela cai, mas não se desfaz. Resiste, mesmo abandonada. É uma denúncia calada. Uma oração orgânica. Um manifesto vegetal.
A colher — objeto íntimo, doméstico, familiar — surge aqui largada no chão da cidade, cruzando o privado com o coletivo, o natural com o construído, o doméstico com o público. O gesto é poético e filosófico. Não há recursos complexos, nem composições elaboradas para a construção dessa Obra de Arte. Há apenas o essencial: um fragmento do mundo e um olhar capaz de ouvi-lo.
Em “Uma Colher Caindo”, Taurino Araújo produz sentido onde o mundo não produz mais nada. Faz do quase nada um absoluto de Obra de Arte. E isso é o que poucos conseguem: dizer o indizível com o mínimo. 

A Falling Spoon (2025). Assemblage by Taurino Araújo


In 2025, Taurino Araújo delivers yet another of his minimal and devastating visual gestures. In the work “A Falling Spoon,” part of his Assemblage series, the visual artist transforms the ordinary into symbol — and, in doing so, rewrites the meaning of things.
At first glance, we see a dried palm leaf lying on the ground, resting against a weathered concrete wall. But a more attentive gaze reveals something else: its fibrous, elongated tip resembles the handle of a spoon in mid-fall. And that changes everything.
With a simple title, Taurino completely shifts our reading of the image. The leaf is no longer just plant matter. It becomes a utensil. The city, with its stained walls and worn floors, ceases to be mere backdrop — it becomes a fossil of the now, a silent memory of a world that no longer listens.
The work confronts matter and metaphor with symbolic precision. The leaf’s vibrant red, streaked with shadows, feels like an expressionist brushstroke cast by nature itself. It falls, but does not break. It resists, even in abandonment. It is a quiet protest. An organic prayer. A vegetal manifesto.
The spoon — an intimate, domestic, familiar object — lies here, discarded on the city floor, crossing boundaries: private and collective, natural and constructed, household and public. The gesture is poetic and philosophical. There are no elaborate resources or complex compositions. There is only the essential: a fragment of the world and an eye willing to hear it.
In A Falling Spoon, Taurino Araújo creates meaning where the world no longer does. He makes the almost-nothing into an absolute work of art. And that is what few can achieve: to say the unspeakable with the bare minimum.

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